Flávio Bolsonaro nega humilhação e afirma respeito à Michelle em carta

Antes da publicação da carta, durante uma transmissão ao vivo realizada pouco antes da partida entre Brasil e Escócia, Flávio já havia afirmado que “nada nem ninguém” o tirava do sério

O senador Flávio Bolsonaro divulgou, na noite de quarta-feira (24), uma carta aberta em resposta às declarações feitas por Michelle Bolsonaro, após a ex-primeira-dama publicar um vídeo no qual afirma ter sido humilhada pelo pré-candidato à Presidência.

Antes da publicação da carta, durante uma transmissão ao vivo realizada pouco antes da partida entre Brasil e Escócia, Flávio já havia afirmado que “nada nem ninguém” o tirava do sério.

No documento divulgado posteriormente, o senador declarou que jamais desrespeitou, maltratou ou humilhou qualquer mulher ao longo da vida, reforçando que não teria agido dessa forma, especialmente em relação à esposa de seu próprio pai.

Flávio também avaliou que divergências entre ele e Michelle fazem parte de um processo político natural. Segundo ele, embora pessoas que compartilhem o mesmo objetivo possam adotar caminhos diferentes, o foco central permanece o mesmo: “livrar o Brasil de Lula e do PT”.

O senador ainda afirmou que tentou se aproximar da ex-primeira-dama ao convidá-la para uma reunião com lideranças femininas ligadas ao campo conservador. No entanto, segundo ele, não houve retorno às ligações nem às mensagens enviadas, o que classificou como mais uma tentativa de diálogo sem resposta.

A polêmica teve início após Michelle Bolsonaro publicar um vídeo no qual relatou ter sido humilhada durante uma conversa telefônica com Flávio. Segundo ela, o senador teria sugerido que sua participação fosse limitada nas decisões do partido e afirmado que ela não compreenderia profundamente a dinâmica política.

A conversa mencionada teria ocorrido após críticas feitas por Michelle, em dezembro do ano passado, à decisão do diretório do PL no Ceará de apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual. O episódio também envolveu divergências internas, com diferentes interpretações dentro do grupo político sobre o posicionamento adotado no estado.