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Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue do Butantan após investigação de casos graves

Por Brasil Direto

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Cidade do Rio estende vacina contra dengue para jovens de 19 e 20 anos

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de 42 notificações de eventos adversos considerados graves, incluindo três ocorrências classificadas como severas e dois óbitos que estão sob investigação.

A interrupção da vacinação permanecerá em vigor até que especialistas concluam análises capazes de esclarecer se existe alguma relação entre os casos registrados e o imunizante.

Diante da medida, autoridades de saúde orientam atenção especial às pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias. Entre os sinais que devem ser observados estão febre, dor abdominal intensa e persistente, vômitos frequentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação e agravamento do estado geral de saúde.

A recomendação é que qualquer pessoa que apresente piora dos sintomas ou manifestações consideradas preocupantes procure imediatamente atendimento médico em uma unidade de saúde.

Durante entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os três casos mais graves analisados até o momento ainda não permitem estabelecer uma relação direta entre a vacina e os eventos registrados. O ministro também ressaltou que as pessoas já imunizadas continuam protegidas contra a doença.

Enquanto a investigação avança, o governo federal informou que reforçará o monitoramento de pacientes atendidos na rede hospitalar. A vigilância incluirá casos de dengue em pessoas recentemente vacinadas, ocorrências com sinais de agravamento e eventuais mortes associadas à doença. O acompanhamento será realizado com base em lotes da vacina, unidades de saúde e regiões específicas.

Especialistas destacam que a suspensão faz parte dos protocolos de segurança adotados em campanhas de imunização. Segundo a infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, não há motivos para alarme entre aqueles que já receberam a vacina.

A médica explica que, sempre que eventos adversos importantes são identificados após o início da aplicação de um imunizante, as autoridades sanitárias costumam interromper temporariamente o processo para aprofundar as investigações e verificar se existe uma ligação efetiva entre os casos e a vacina.

Ela ressalta ainda que os efeitos colaterais observados com maior frequência costumam ser leves e desaparecem espontaneamente em poucos dias. A especialista reforça que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais importantes da medicina para prevenção de doenças e redução de mortes em todo o mundo.

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