Pistola encontrada com segurança pode afetar domiciliar de Bolsonaro

A medida, autorizada por razões de saúde, termina no próximo dia 25

A apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante uma fiscalização de trânsito em Brasília, passou a ser analisada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pode impactar a avaliação sobre a continuidade da prisão domiciliar concedida ao ex-chefe do Executivo.

A medida, autorizada por razões de saúde, termina no próximo dia 25. Nos bastidores, havia a possibilidade de ampliação do benefício por mais três meses, diante da avaliação de que as determinações judiciais vinham sendo cumpridas sem registros de irregularidades.

O cenário mudou após a arma ser encontrada com o militar Estácio Leite da Silva Filho, apontado como integrante da equipe de segurança de Bolsonaro. Segundo relato apresentado à polícia, o armamento estaria sendo levado para manutenção e seria devolvido posteriormente ao proprietário.

Diante do episódio, Moraes determinou que a defesa do ex-presidente apresente esclarecimentos em até 24 horas. Entre os questionamentos está o motivo pelo qual a arma foi encaminhada para reparo justamente próximo ao encerramento do período de prisão domiciliar.

Outro ponto que chamou a atenção foi o fato de o armamento ter sido localizado fora da área de monitoramento relacionada ao cumprimento das medidas impostas pela Justiça. O caso levou o ministro a avaliar se houve eventual descumprimento das regras estabelecidas.

Integrantes do STF consideram que a resposta da defesa poderá influenciar diretamente a decisão sobre a renovação ou não do benefício. Caso as explicações não sejam consideradas satisfatórias, existe a possibilidade de revisão da medida atualmente em vigor.

Bolsonaro segue em recuperação de problemas de saúde e, conforme relatório médico recente encaminhado ao Supremo, continua apresentando episódios de soluços recorrentes e sintomas que ainda exigem acompanhamento especializado.