Defesa de Carla Zambelli acredita que Justiça italiana negará extradição ao Brasil

Em nota, os advogados da parlamentar avaliaram a decisão como um passo favorável à cliente e disseram esperar que o novo julgamento ocorra de forma imparcial

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou acreditar que o pedido de extradição para o Brasil será rejeitado pela Justiça italiana após a decisão da mais alta instância judicial do país de anular a autorização concedida anteriormente e determinar que o caso seja reavaliado.

Em nota, os advogados da parlamentar avaliaram a decisão como um passo favorável à cliente e disseram esperar que o novo julgamento ocorra de forma imparcial. Segundo a manifestação da defesa, a expectativa é de que, ao fim da nova análise, a extradição seja definitivamente recusada.

Na quarta-feira (1º), a Corte de Cassação de Roma revogou a decisão da Corte de Apelação que havia autorizado o retorno de Carla Zambelli ao Brasil e determinou que o processo seja reiniciado por outro colegiado. A medida foi tomada após a identificação de irregularidades na tramitação do caso na instância anterior.

O pedido de extradição está relacionado à condenação da ex-parlamentar pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O processo tem como base o episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo portando uma arma.

Os representantes da ex-deputada classificaram a decisão da Corte de Cassação como uma “importante vitória jurídica internacional” e afirmaram que o recurso apresentado pela defesa foi acolhido integralmente.

Ainda conforme a nota, a defesa sustenta que a análise realizada pela 4ª Câmara Criminal da Corte de Apelação de Roma apresentou falhas processuais e não assegurou à ex-deputada um julgamento considerado justo.

Com a determinação da Suprema Corte italiana, o processo retornará à Corte de Apelação de Roma, onde será apreciado por um novo colegiado. A nota foi assinada pelos advogados Fábio Pagnozzi, do Brasil, e Pierermilio Sammarco, da Itália.