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SUVs de entrada mudam mercado e podem acabar com os hatches compactos

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SUVs de entrada mudam mercado e podem acabar com os hatches compactos

Os lançamentos Chevrolet Sonic e Jeep Avenger trazem à luz a ascensão de uma categoria que se assemelha à de hatches aventureiros, mas que hoje são chamados de SUVs de entrada. Esses modelos se tornaram opções mais baratas para quem quer uma posição mais alta de dirigir, mas sem precisar recorrer a um hatch altinho.

Mesmo com um conteúdo semelhante ao dos hatches, eles são diferentes e as fabricantes cobram mais por essa característica. “Isso gera um valor agregado. Quando você chama o carro de SUV, aos olhos do cliente, ele vale mais”, afirma Cassio Pagliarini, diretor de marketing da Bright Consulting. Mas não basta só falar que é SUV.

SUV Chevrolet Sonic cinza claro em movimento numa estrada asfaltada, com vegetação verde borrada ao fundo
Chevrolet Sonic RSFernando Pires/Quatro Rodas

Segundo o Inmetro, um Sport Utility Vehicle deve ter ângulo de ataque mínimo de 23o, ângulo de saída mínimo de 20o, ângulo de transposição de rampa mínimo de 10o, altura livre do solo, entre os eixos, mínimo de 20 cm e altura livre do solo sob os eixos dianteiro e traseiro mínimo de 18 cm. Além disso, outro aspecto é ter um projeto e um nome próprio.

“O hatch altinho é um hatch cheio de ornamentos de plástico com a suspensão mais elevada, fica um projeto desengonçado. Já os pequenos SUVs são específicos, com projetos e design desenvolvidos para este fim. São mais harmoniosos, atuais e pensados para o consumidor que deseja este produto e não pode pagar por SUVs mais caros”, afirma Milad Kalume Neto, consultor e diretor executivo da K.LUME.

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Renault Kardian 2026
Renault KardianRodolfo Buhrer/Divulgação

Esses produtos ficam em uma lacuna entre os SUVs na faixa de R$ 150.000 e os hatches de R$ 90.000.

Vão vingar no mercado? “Não vejo qualquer elemento indicativo como sendo algo de moda, mas como algo estrutural. Este segmento é o que mais cresce no Brasil”, ressalta Milad. A K.Lume enxerga que os SUVs de entrada estão dentro dos SUVs compactos e aponta que eles representam mais de 60% de  todos os SUVs vendidos no Brasil.

A Bright Consulting, por outro lado, não prevê, por enquanto, que os SUVs de entrada ultrapassem o volume dos SUVs compactos ou maiores, e aguarda o comportamento do mercado.

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