O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, classificou a morte de Ruy Ferraz Fontes, 63 anos, ex-delegado e especialista em combate ao PCC, como um assassinato brutal, destacando o alto nível de violência que atinge o Brasil e outros países. Lewandowski informou que entrou em contato com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para prestar solidariedade e oferecer apoio à investigação.
Fontes foi morto na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, na Baixada Santista. O ataque ocorreu por volta das 18h20, na avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, Vila Caiçara, quando homens abriram fogo com fuzis contra o ex-delegado, que estava em seu carro. Um vídeo mostra Fontes colidindo com um ônibus e capotando o veículo, momento em que os suspeitos efetuaram os disparos. O carro usado no crime foi posteriormente encontrado queimado pela polícia.
Duas pessoas que estavam na rua ficaram feridas pelos disparos, mas, segundo a prefeitura, não correm risco de vida.
O governo estadual determinou a criação de uma força-tarefa com participação da Rota, tropa de elite da PM, para capturar os responsáveis. Tarcísio de Freitas afirmou que os criminosos serão punidos com rigor pela Justiça e ressaltou o legado de Fontes, pioneiro nas investigações contra o PCC e com 40 anos dedicados à Polícia Civil, tendo chegado ao posto de delegado-geral entre 2019 e 2022.
Além da carreira policial, Ruy Ferraz Fontes teve trajetória acadêmica, atuando como professor de Criminologia, Direito Processual Penal e Investigação Policial em universidade e na Academia da Polícia Civil de São Paulo. Recentemente, ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, onde também havia exercido funções como diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).