Conheça o ‘fatiamento’ da denúncia contra Bolsonaro e quem está em cada segmento.

Para facilitar o andamento do processo, PGR divide a acusação contra Bolsonaro em cinco partes.

Bolsonaro figura no núcleo principal da organização criminosa, acompanhado de quatro ex-ministros — Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Anderson Torres (Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Também estão nesse grupo o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, integra este núcleo, mas com uma posição menos decisiva, visto que atuava como “porta-voz” do ex-presidente.

Posições chave: seis acusados

Em um nível abaixo, a PGR inclui indivíduos com “funções profissionais importantes” que coordenaram ações estratégicas da organização. Entre eles estão o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, e os ex-diretores do Ministério da Justiça, Fernando de Sousa Oliveira e Marília Ferreira de Alencar, que supostamente coordenaram o uso de forças policiais para manter Bolsonaro no poder de maneira ilegítima. Também fazem parte deste grupo o general da reserva Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, e Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, responsáveis pela coordenação de ações para monitorar e neutralizar autoridades. Filipe Martins, outro ex-assessor de Bolsonaro, é citado por apresentar um projeto de decreto para implementar medidas excepcionais no país.

Forças de segurança: 12 acusados

O maior grupo de denunciados inclui 11 militares e um policial federal, acusados de executar ações coercitivas. Entre eles estão generais da reserva Estevam Theophilo e Nilton Diniz Rodrigues, além de quatro coronéis, cinco tenentes-coronéis e o policial federal Wladimir Soares.

Desinformação: sete pessoas

Outro núcleo é dedicado a “operações de desinformação”. Este grupo inclui o tenente-coronel Giancarlo Rodrigues e o policial federal Marcelo Bormevet, ambos da Abin, além do major reformado Ailton Barros e Carlos Rocha, do Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL para analisar as urnas eletrônicas.

Influenciador: um acusado

Por fim, o influenciador Paulo Figueiredo Filho, também envolvido com o núcleo de desinformação, é apontado como o único membro de uma última peça da denúncia. Ele teria desempenhado um papel na pressão sobre militares para que apoiassem o plano golpista, atacando aqueles que se opuseram à ação.