Policial que matou servidor durante perseguição é indiciado pela PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), indiciou um policial militar que teria matado  o servidor público dos Correios, Rodrigo Moreira de Figueiredo (foto em destaque), 63 anos, com um tiro nas costa em 2024.

Após análises dos laudos periciais produzidos e oitivas de testemunhas, a PCDF decidiu pelo indiciamento do policial por homicídio doloso.

De acordo com as investigações, o caso teve início na Asa Norte, quando policiais militares começaram a acompanhar o carro do servidor após denúncias de perturbação e importunação sexual.

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Durante a perseguição, que se estendeu até o Lago Norte, o indiciado efetuou um disparo de fuzil que matou Rodrigo.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Policial que matou servidor durante perseguição é indiciado pela PCDF - destaque galeria4 imagensServidor público deixou dois filhos e um netoEle foi baleado nas costasPMs alegaram que ele teria colidido contra carros da Polícia MilitarFechar modal.MetrópolesRodrigo trabalhava nos Correios desde 20061 de 4

Rodrigo trabalhava nos Correios desde 2006

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Servidor público deixou dois filhos e um neto

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Ele foi baleado nas costas

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PMs alegaram que ele teria colidido contra carros da Polícia Militar

Arquivo pessoal

Relembre o caso

O servidor foi morto com um tiro nas costas, no Lago Norte, no dia 10 de agosto de 2024. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), à época, o homem fugiu de uma abordagem policial e deu início a uma perseguição em alta velocidade.

Os PMs alegam que Rodrigo teria, por diversas vezes, jogado o carro contra as viaturas da corporação, na tentativa de se desvencilhar dos militares e um disparo foi efetuado em direção ao carro de Rodrigo para interromper a fuga.

As informações, contudo, são contestadas por familiares do servidor. “Eu não vejo meu irmão jogando o carro contra viaturas”, disse Regina Moreira, irmã da vítima. “Meu irmão foi executado e estão querendo dizer que ele é um criminoso para justificar a ação”, completou.

Regina informou, ainda, que não foi encontrado nenhum arranhão no carro de Rodrigo, derrubando a hipótese de que teria colidido o carro contra as viaturas da PM.

“Eles falam em colisão, mas não há uma marca no carro. Nós não sabemos nada e queremos uma investigação”.

Veja imagens do carro:

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Lado do passageiro

Material cedido ao Metrópoles Lado do motorista 2 de 2

Lado do motorista

Material cedido ao Metrópoles

 

Na ocasião, a PMDF afirmou que foi acionada após denúncias de um homem assediando as mulheres em um bar e que o homem fugiu “quase atropelando” as pessoas na saída do bar.

“Certo momento, após jogar o carro várias vezes contra uma viatura, ele acabou por desestabilizar o veículo, vindo a colidir. Nesse momento os policiais efetuaram um disparo, para cessar a agressão, que atingiu o ombro do suspeito”, disse a PM em nota.

A corporação também informou que na carteira da vítima havia porção de cocaína, mas a família levanta a hipótese de que a droga teria sido plantada pela polícia, para justificar os disparos.

Segundo a irmã, Rodrigo poderia, ainda durante a perseguição, ter se desfeito do entorpecente para se livrar do flagrante, caso estivesse mesmo em posse da cocaína.