Tensão no Oriente Médio: Trump pede continuidade dos protestos no Irã

Em postagem na rede social Truth Social, Trump encorajou os manifestantes a permanecerem mobilizados até a queda das autoridades iranianas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo apelo nesta terça-feira (13) para que a população do Irã continue os protestos contra o governo, afirmando que “a ajuda está a caminho”.

Em postagem na rede social Truth Social, Trump encorajou os manifestantes a permanecerem mobilizados até a queda das autoridades iranianas. “Patriotas iranianos, continuem em protesto, retomem o controle das instituições”, escreveu o ex-presidente, acrescentando que cancelou todas as reuniões com representantes do Irã enquanto “os assassinatos sem sentido de manifestantes” persistirem. A publicação foi finalizada com o slogan MIGA (Make Iran Great Again).

Desde o início dos protestos, Trump tem repetidamente mencionado a possibilidade de intervenção militar americana. Segundo autoridades iranianas, a repressão às manifestações já causou cerca de 2.000 mortes.

O governo do Irã reagiu com ameaças de retaliação, incluindo ataques a bases militares e embarcações norte-americanas. O Catar abriga a maior base militar dos EUA na região, e Teerã já lançou mísseis contra o local em junho do ano passado, em resposta a ações americanas contra suas instalações nucleares.

Apesar da escalada, representantes do Catar afirmaram que ainda há espaço para negociações. “Estamos em uma fase em que acreditamos que uma solução diplomática pode ser encontrada”, declarou Al-Ansari, porta-voz do governo catariano, destacando que conversas com países da região e parceiros internacionais estão em andamento.

Além disso, Trump anunciou nesta terça-feira novas tarifas contra parceiros comerciais do Irã, enquanto a Casa Branca mantém a possibilidade de ataques aéreos em aberto, embora a diplomacia continue sendo a prioridade.

A repressão contra manifestantes no Irã recebeu condenações de diversos países e organismos internacionais, incluindo Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, o Conselho Europeu e a Organização das Nações Unidas (ONU).