Como o banco dos carros se adapta para se adequar à ergonomia

Por que o assento da VW Saveiro parece ser mais afundado que o de um T-Cross por exemplo?

Maurício Rotundo, Jales (SP)

A indústria automotiva trabalha com parâmetros ergonômicos rigorosos e, muitas vezes, a sensação de um motorista ao trocar de carro não é fruto de desgaste ou imaginação, mas sim de engenharia pura. É o caso da diferença notável entre a posição de dirigir da VW Saveiro e a do VW T-Cross.

A dúvida, levantada pelo leitor Maurício Rotundo, de Jales (SP), toca em um ponto fundamental da arquitetura veicular moderna: o “H-point” (ponto do quadril ou apenas “ponto H”), que define a altura em que o motorista se senta em relação ao assoalho e ao solo.

Identidade de projeto

Ao comparar dois modelos novos, sem o desgaste natural da espuma dos assentos, a diferença de altura não é um defeito, mas uma característica construtiva. O T-Cross, como todo SUV moderno, vende a premissa do “posto de comando” mais alto, vertical e com maior visibilidade periférica.

Volkswagen T-Cross Sense 2025
Volkswagen T-Cross Sense 2025Fernando Pires/Quatro Rodas
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VW Saveiro RobustFernando Pires/Quatro Rodas

Já a VW Saveiro, embora compartilhe a robustez da marca, herda a arquitetura de hatchbacks compactos (derivada da plataforma do Gol). Isso obriga o condutor a uma posição mais esticada e próxima do assoalho, favorecendo uma condução mais conectada à rolagem da carroceria, típica de carros de passeio mais baixos.

A explicação da Volkswagen

A montadora confirma que a percepção física reflete a realidade do projeto. Segundo Ricardo Dilser, gerente de imprensa da Volkswagen do Brasil, as diferenças entre os assentos são calculadas para se adaptar às individualidades de cada carro.

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Não se trata apenas de colocar o mesmo banco em carros diferentes. A picape compacta exige uma ergonomia específica, focada na usabilidade de trabalho e lazer com uma cabine mais contida, enquanto o SUV compacto prioriza o espaço vertical e o conforto para viagens familiares. Portanto, o banco da Saveiro é, de fato, mais “afundado” por definição de engenharia.

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