Após a divulgação de uma lista de igrejas e pastores citados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manteve o embate público com o pastor Silas Malafaia e acrescentou a Assembleia de Deus do Amazonas como outra instituição religiosa envolvida nas investigações. A igreja e a Fundação Boas Novas têm relações com familiares do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica na Câmara.
Em entrevista ao jornal O Globo, Damares afirmou que Malafaia precisaria orar e deixou claro que não submete sua atuação parlamentar ao pastor. Ela informou que, além das instituições já divulgadas, há menções à Assembleia de Deus do Amazonas, que forneceu os dados solicitados e aguarda análise do colegiado. O Estadão tentou contato com Silas Câmara para obter comentários sobre o caso.
A senadora também expressou desconforto e tristeza diante da possível participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude contra aposentados, mas ressaltou que a CPI tem a obrigação constitucional de investigar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental.
O conflito entre Damares e Malafaia começou no domingo, 11, quando a senadora revelou, em entrevista ao SBT News, que igrejas e líderes religiosos estavam sendo citados nas investigações sobre fraudes contra aposentados. Na ocasião, ela apontou que, ao mencionar grandes pastores, surgia a reação da comunidade para que a apuração não fosse realizada, sob o argumento de que os fiéis ficariam chateados.
A declaração provocou reação do pastor Malafaia, que classificou os comentários da senadora como “conversa fiada” na quarta-feira, 14. Logo em seguida, Damares divulgou uma lista de requerimentos da CPI, incluindo pedidos de quebra de sigilo de instituições religiosas e convites para a oitiva de pastores.