A condução do caso Master pelo ministro do STF Dias Toffoli gerou seis representações contra ele em órgãos como a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Senado Federal. As contestações surgiram após decisões consideradas atípicas e questionamentos sobre possíveis vínculos do magistrado com investigados.
O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu Toffoli, afirmando que sua atuação é “regular” e que eventuais contestações serão analisadas pelo tribunal após o recesso. Parte das críticas se concentra na venda da participação da família de Toffoli no resort Tayayá ao cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da investigação, operação intermediada por empresa ligada ao irmão do ministro.
Das seis representações, cinco pedem a suspeição de Toffoli; uma já foi negada pela PGR, enquanto as demais aguardam análise do procurador Paulo Gonet. Além disso, há um pedido de impeachment protocolado no Senado.
A primeira contestação foi apresentada por deputados federais após o ministro ter viajado à final da Libertadores com advogado de um diretor do Master, antes de assumir a relatoria do caso. Embora a PGR tenha arquivado o pedido, novos pedidos foram protocolados com base nas conexões da família de Toffoli com o resort Tayayá. Senadores e deputados também reforçaram denúncias apontando “conflitos de interesse” e “atos processuais atípicos”.
Paralelamente, Toffoli enfrentou um protesto do Movimento Brasil Livre (MBL) em frente ao Banco Master, em São Paulo, pedindo seu afastamento das decisões sobre o caso.