Dois anos depois de estrear como o primeiro carro da Xiaomi, o Xiaomi SU7 passa por sua primeira atualização. A fabricante, inclusive, trata o carro como um novo modelo, embora, na prática, represente uma atualização do projeto original.
A estratégia da marca foi manter a base estrutural do sedã e concentrar esforços em eletrônica, segurança e conjunto motriz, áreas decisivas para sustentar a competitividade no segmento de carros elétricos.
No primeiro ano completo de vendas, o sedã elétrico superou 130 mil unidades comercializadas e, em 2025, já alcançou quase 260 mil exemplares acumulados — números que ajudam a explicar a rápida evolução do projeto.

No visual, as mudanças são discretas. A principal novidade é a cor azul Capri, acompanhada de rodas de 20 polegadas com desenho atualizado e pequenos ajustes de acabamento. No interior, surge a opção de revestimento preto com costuras contrastantes, sem alterações no layout ou na arquitetura da cabine.
A maior evolução está na tecnologia embarcada. O modelo passa a utilizar um novo processador com capacidade de 700 TOPs, responsável por gerenciar os sistemas de assistência à condução. O piloto automático recebeu algoritmos aprimorados e agora conta com LiDAR já na versão básica, ampliando o pacote de sensores desde a configuração de entrada.

A segurança também foi reforçada. A célula da cabine utiliza aço laminado com limite de resistência de até 2.200 MPa, enquanto nove airbags passam a ser de série em todas as versões. Nas configurações mais sofisticadas, o SU7 oferece suspensão a ar aprimorada, com bolsas duplas e amortecedores adaptativos.
As versões básica e SU7 Pro abandonaram a arquitetura elétrica de 400 volts e adotaram um sistema de 752 volts. Com isso, o motor elétrico traseiro teve a potência aumentada de 299 para 320 cv, acompanhada de aumento da velocidade máxima.

Nessas versões, a velocidade máxima passou de 210 para 240 km/h. A Xiaomi ainda não divulgou novos dados de aceleração de 0 a 100 km/h, mas confirmou ganhos de eficiência. A capacidade das baterias não foi revelada, embora a autonomia declarada tenha aumentado.
Segundo a fabricante, o SU7 básico agora pode percorrer até 720 km com uma carga, contra 700 km do modelo anterior. Já o SU7 Pro avançou de 830 para 902 km de autonomia declarada.
A versão topo, SU7 Max, segue como a versão mais potente destinada ao uso em vias públicas. Seu sistema elétrico foi atualizado de 800 para 897 volts, enquanto a potência combinada do conjunto com dois motores e tração integral aumentou de 673 para 691 cv.

Apesar do ganho de potência, a velocidade máxima permanece limitada a 265 km/h. De acordo com a Xiaomi, a bateria de quase 900 volts permite recuperar autonomia suficiente para até 670 km em apenas 15 minutos. A autonomia total passou de 800 para 835 km.
O SU7 Max também foi usado como vitrine tecnológica para estabelecer um novo recorde mundial. O sedã percorreu 4.264 km em 24 horas no circuito de Yancheng, na província chinesa de Jiangsu.

Com esse resultado, o modelo superou o recorde anterior do XPeng P7, que havia alcançado 3.961 km. Durante o teste, o SU7 Max manteve velocidade constante de 240 km/h, com paradas apenas para recarga.
As pré-encomendas do Xiaomi SU7 2026 já estão abertas na China, onde todos os preços foram reajustados. A versão de entrada passou para 230.000 yuans (R$ 176.157), o SU7 Pro subiu para 260.000 yuans (R$ 199.134), e o SU7 Max chegou a 310.000 yuans (R$ 237.429).