Alyne Pereira Gomes, 32 anos, revelou que o corpo de sua filha recém-nascida ficou desaparecido por quase três meses após o parto prematuro no Hospital Anchieta, em 2023. O hospital também está sendo investigado por outros casos graves, incluindo a prisão de técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes.
Em abril, Alyne foi internada devido a um pequeno sangramento e, após quase 20 dias, entrou em trabalho de parto. Ao dar à luz sua filha, uma enfermeira informou que a bebê havia nascido morta, embora Alyne e sua acompanhante tenham afirmado ter visto a criança respirar. O corpo foi retirado imediatamente da sala de parto e Alyne foi encaminhada para a UTI. Quando recebeu alta, dois dias depois, a mãe pediu o corpo, mas foi informada de que ele não estava no hospital, além de ser negada a certidão de óbito e o prontuário médico.
Em agosto, a família se reuniu com a direção do hospital. Durante a conversa, a instituição alegou que o corpo da criança havia sumido por uma “confusão administrativa”. Após meses de espera, Alyne recebeu o corpo e os documentos, mas desconfiou de que não fosse realmente de sua filha. Um exame de DNA realizado depois confirmou que a criança era, de fato, sua filha.
A defesa do Hospital Anchieta não comentou o caso, alegando que não divulga informações sobre processos em andamento. Alyne, por sua vez, acredita que a morte da filha pode ter ocorrido devido à demora no parto e à falta de informações médicas, além da imposição de um parto natural. Ela entrou com um pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, alegando negligência médica.
A mãe também relatou estar em tratamento psicológico após o ocorrido, lidando com depressão e ansiedade. A audiência sobre o caso está agendada para abril de 2024.