Chuvas históricas em Minas Gerais deixam 36 mortos e dezenas desaparecidos

A cidade mais afetada foi Juiz de Fora, que registrou 30 óbitos

As fortes chuvas que atingiram a região da Zona da Mata de Minas Gerais entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24) deixaram ao menos 36 mortos, segundo atualização do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, divulgada na manhã desta quarta-feira (25).

A cidade mais afetada foi Juiz de Fora, que registrou 30 óbitos. Em Ubá, o número de vítimas fatais foi ajustado para seis, após a corporação esclarecer que uma das mortes não estava relacionada às chuvas.

Até o momento, há 36 pessoas desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá, enquanto 208 moradores já foram resgatados. Em Matias Barbosa, cidade vizinha de Juiz de Fora, o temporal também causou alagamentos, mas não há registros de mortos ou desaparecidos.

Mais de 100 bombeiros estão mobilizados na região para atender às ocorrências causadas pelo temporal. Em decorrência da situação, as aulas na rede municipal de Juiz de Fora foram suspensas até quinta-feira (26), e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) interrompeu as atividades presenciais até sexta-feira (27).

O mês de fevereiro de 2026 marca o período mais chuvoso da história recente de Juiz de Fora, com 589 milímetros de chuva acumulados, mais de três vezes o esperado para o mês, que é de 170 milímetros.

Conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência, Juiz de Fora possui a nona maior população vivendo em áreas de risco do país. Dos 540 mil habitantes, aproximadamente 130 mil pessoas estão em regiões vulneráveis a deslizamentos, inundações e enxurradas.