Seguro para carregador de carro elétrico ganha espaço no Brasil

O número de veículos elétricos e híbridos está em forte crescimento no Brasil. A prova disso está no mês de fevereiro, quando o BYD Dolphin Mini foi o veículo mais vendido no varejo. Com isso, a demanda de carregadores, particulares ou públicos, cresce também.

Dessa forma, a Porto Seguro enxergou nesse mercado uma oportunidade: assegurar o carregador e possíveis danos aos veículos, pessoas e estabelecimentos decorrente do uso do carregador. Quem explica é Jarbas Medeiros, diretor de Ramos Elementares e Vida da Porto Seguro.

“Vemos um aumento importante de carros elétricos e híbridos no Brasil e desde então houve aumento na procura para essa cobertura dos carregadores, especialmente para explosão”, relata. A Porto oferece o seguro desde novembro e ainda há poucos dados sobre sinistro, enquanto a maioria deles está envolvido em danos elétricos.

carregador de carro elétrico tomada
Divulgação/Porsche

O produto integra o portfólio de Máquinas e equipamentos e atende pessoas físicas e jurídicas. Inclusive, os principais clientes são empresas que fazem instalação e gerenciamento de carregadores em estabelecimentos comerciais como supermercados, shoppings etc. O seguro contempla carregadores do tipo AC e DC e as seguintes coberturas:

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● Danos físicos ao bem: cobre incêndios, explosões, acidentes de causa externa e danos por impacto de veículo;
● Subtração do bem: proteção contra roubo total ou parcial, incluindo cobertura para os cabos;
● Danos elétricos: essencial para proteger a tecnologia sensível do aparelho contra variações na rede;
● Responsabilidade Civil: garante amparo para danos causados a terceiros e até danos ao próprio veículo durante a recarga;
● Instalação e montagem: diferencial que protege o equipamento contra danos ocorridos especificamente durante o processo de instalação.

Além disso, todas as demais coberturas do produto (se forem contratadas pelo segurado) passam a valer, mesmo o item ainda não estando funcionando.

CARREGADOR AC

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Estão cobertos carregadores para carros elétricos com valor a partir de R$ 3 mil, com até 10 anos de uso e instalados em áreas abertas, semiabertas e fechadas — mas não entram na proteção carregadores portáteis nem equipamentos instalados em vias públicas.

No caso da responsabilidade civil, o cliente pode optar por coberturas de até R$ 3 milhões. O custo médio do seguro é de 4% do valor do aparelho. Portanto, se o segurado tem um carregador avaliado em R$ 45.000, o custo será de R$ 1.800. Medeiros alerta para que o responsável pelo eletroposto leve em consideração “qual público frequenta o carregador” para que o valor da cobertura contratado seja compatível com os veículos desses clientes.

O Brasil encerrou agosto de 2025 com 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento, segundo a última atualização da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

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