O dólar iniciou esta quarta-feira (11) com leve valorização no mercado à vista brasileiro, em movimento de correção após registrar queda acumulada de 2,45% frente ao real nas três sessões anteriores. Por volta das 9h30, a moeda norte-americana acompanhava a tendência de fortalecimento observada no exterior diante de outras divisas importantes e também de moedas de países exportadores de commodities.
Investidores também acompanham o comportamento do petróleo no cenário internacional, influenciado pelas incertezas em torno da duração e dos impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
No Brasil, um dos principais dados econômicos do dia veio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo o órgão, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,4% em janeiro na comparação com dezembro, considerando os ajustes sazonais. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o avanço foi de 2,8%, enquanto o acumulado em 12 meses registrou alta de 1,6%.
Quando analisado o varejo ampliado — que inclui segmentos como veículos e materiais de construção — o crescimento foi ainda maior no mês, com aumento de 0,9%. Na comparação anual, o setor registrou alta de 1,1%, enquanto o acumulado em 12 meses permaneceu estável.
No campo político, levantamento do instituto Realtime Big Data indica liderança do senador Flávio Bolsonaro em um cenário eleitoral no Rio de Janeiro. Ele aparece com 40% das intenções de voto, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registra 35%. Outros nomes testados na pesquisa incluem Ratinho Jr., com 6%, e Romeu Zema, com 4%.
Quando os cenários incluem Eduardo Leite, Flávio Bolsonaro aparece com 41% das intenções de voto, contra 36% de Lula. Já em simulação com Ronaldo Caiado, o senador mantém 40%, enquanto o presidente fica com 35%.
A pesquisa também mostra índices elevados de rejeição para ambos: Lula registra 51%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 48%. Na avaliação do governo federal, 56% dos entrevistados desaprovam a gestão e 38% aprovam. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
No cenário internacional, dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico indicam desaceleração da inflação em países membros. O índice de preços ao consumidor (CPI) anual recuou para 3,3% em janeiro de 2026, após marcar 3,6% em dezembro de 2025.
De acordo com a entidade, a inflação caiu em 22 dos 35 países com dados disponíveis, permaneceu estável em oito e apresentou alta em apenas cinco.