Autoridades do Irã afirmaram nesta sexta-feira que a queda de um avião de reabastecimento militar dos Estados Unidos no oeste do Iraque teria sido causada por um ataque com míssil disparado por grupos armados locais. Segundo as informações divulgadas por veículos iranianos, seis militares que estavam a bordo da aeronave morreram no incidente.
De acordo com o porta-voz do Comando de Operações Unificadas do Irã, Khatam al-Anbiya, o avião teria sido atingido durante um ataque realizado por forças que Teerã chama de “grupos de resistência” que atuam no território iraquiano.
Mais tarde, a Guarda Revolucionária Iraniana divulgou uma nota afirmando que o episódio ocorreu enquanto a aeronave realizava uma missão de abastecimento em voo para um caça norte-americano.
A versão apresentada pelo Irã, porém, difere da posição oficial divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). Horas antes, os militares norte-americanos confirmaram que um avião-tanque caiu no oeste do Iraque, mas disseram que a perda da aeronave não foi resultado de disparos inimigos nem de fogo amigo.
Em comunicado, o CENTCOM informou que equipes de busca e resgate foram mobilizadas para o local. O comando também relatou que outra aeronave envolvida na mesma operação conseguiu pousar em segurança.
Segundo os Estados Unidos, o incidente ocorreu em espaço aéreo aliado durante a Operação Epic Fury, ofensiva em que forças norte-americanas e de Israel realizam ataques contra alvos iranianos.
Na ocasião da divulgação da nota, os militares não haviam informado quantas pessoas estavam a bordo nem o estado de saúde da tripulação. O comando afirmou apenas que novas atualizações seriam divulgadas conforme mais detalhes fossem confirmados e após a notificação das famílias dos envolvidos.
O avião perdido é um Boeing KC-135 Stratotanker, modelo utilizado principalmente para reabastecimento aéreo. A aeronave tem cerca de 41 metros de comprimento, quase 40 metros de envergadura e pode transportar mais de 38 toneladas de carga útil, dependendo da configuração.
Com esse episódio, chega a quatro o número de acidentes envolvendo aeronaves militares dos Estados Unidos desde o início do conflito com o Irã. Em um caso anterior, três caças F-15 Eagle foram derrubados após um erro de identificação que resultou em fogo amigo vindo do Kuwait.
Comentando o andamento do conflito no Oriente Médio, o presidente norte-americano Donald Trump declarou na quinta-feira que a ofensiva militar contra o Irã está evoluindo de forma rápida. Apesar do tom otimista, o líder não indicou quando as operações devem terminar.
A declaração foi feita durante um evento realizado na Casa Branca em celebração ao Mês da História das Mulheres, ocasião em que Trump esteve acompanhado da primeira-dama Melania Trump.
Na ocasião, o presidente afirmou que “o que precisa ser feito está sendo feito” para que os Estados Unidos alcancem seus objetivos estratégicos na região.
Em declarações anteriores, Trump também comentou que a elevação do preço do petróleo provocada pela guerra e possíveis interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz poderiam gerar ganhos econômicos para os Estados Unidos, atualmente o maior produtor de petróleo do planeta.