O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31), que ao menos 18 integrantes de sua equipe devem deixar os cargos até a noite de quinta-feira (2). A saída ocorre em função do prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral para quem pretende disputar as eleições deste ano.
De acordo com o presidente, o número ainda pode crescer, caso outros ministros decidam oficializar a saída dentro do período permitido. Ele destacou que parte dos auxiliares já confirmou a decisão, enquanto outros ainda devem se posicionar nos próximos dias.
Durante o encontro, Lula também fez críticas ao cenário político atual, afirmando que houve perda de qualidade no debate público e no funcionamento das instituições. Para ele, é essencial que os ministros que pretendem concorrer a cargos legislativos atuem para promover mudanças no Congresso Nacional.
O presidente citou ainda preocupações com o alto custo das campanhas eleitorais e afirmou que, caso valores elevados para eleição se confirmem, isso compromete a seriedade da política no país.
Apesar das críticas, Lula ressaltou que os integrantes do governo que disputarão cargos terão condições de apresentar resultados da gestão federal como parte de suas campanhas. Ele também mencionou, de forma descontraída, que alguns ministros podem se envolver no processo eleitoral mesmo sem candidatura formal.
Entre os nomes lembrados, o ministro da Educação, Camilo Santana, foi citado como possível candidato ao governo do Ceará.
A reunião marcou o primeiro encontro ministerial do ano e teve como foco alinhar as mudanças na equipe diante do calendário eleitoral. Pela regra, quem pretende concorrer nas eleições de outubro deve deixar cargos no Executivo até o início de abril.