Irã ameaça destruição de instalações de empresas americanas

Em comunicado publicado pelo canal oficial Sepah News, a organização listou ao menos 18 empresas dos Estados Unidos, entre elas gigantes da tecnologia e da indústria

A tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta terça-feira após a Guarda Revolucionária do Irã divulgar ameaças diretas contra empresas norte-americanas que atuam na região. O grupo militar afirmou que poderá atingir instalações dessas companhias caso novos líderes iranianos sejam mortos em ataques.

Em comunicado publicado pelo canal oficial Sepah News, a organização listou ao menos 18 empresas dos Estados Unidos, entre elas gigantes da tecnologia e da indústria, e alertou que seus empreendimentos podem ser destruídos em diversos países do Oriente Médio.

A ameaça estabelece ainda um horário específico para possíveis ações: a partir das 20h no horário de Teerã, o que corresponde às 17h30 em Lisboa, nesta quarta-feira.

O posicionamento ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que já dura mais de um mês. Nesse período, bombardeios teriam causado a morte de diversas autoridades iranianas de alto escalão, incluindo figuras políticas, militares e religiosas.

Além das ameaças, a Guarda Revolucionária fez um apelo para que trabalhadores dessas empresas deixem imediatamente seus locais de trabalho, alegando risco iminente. Moradores de áreas próximas também foram orientados a se afastar, especialmente em um raio de até um quilômetro das instalações mencionadas.

Outras grandes corporações norte-americanas, ligadas aos setores de tecnologia, aviação e indústria, também foram citadas como possíveis alvos.

O atual cenário é consequência direta da ofensiva militar iniciada no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra o território iraniano, justificando a ação pela postura de Teerã nas negociações envolvendo seu programa nuclear.

Como resposta, o Irã adotou medidas de impacto internacional, como o bloqueio do Estreito de Ormuz e ataques a alvos estratégicos em diferentes países da região, incluindo bases militares e estruturas civis.

O conflito já provocou milhares de vítimas. Enquanto autoridades iranianas falam em mais de 1.300 mortos e cerca de 10 mil feridos, organizações independentes apontam números ainda mais elevados, com milhares de mortes, incluindo civis.

A crise segue sem perspectiva de solução imediata, aumentando a preocupação global com possíveis desdobramentos econômicos e geopolíticos.