Decisão do PSD gera reação e impulsiona nome de Eduardo Leite

Na segunda-feira (30), o partido anunciou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu pré-candidato à Presidência

Uma articulação formada por economistas, ex-parlamentares e representantes da sociedade civil lançou um manifesto defendendo que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, dispute a Presidência da República por uma legenda diferente da atual. O movimento surge após o PSD optar por outro nome na corrida ao Palácio do Planalto.

Na segunda-feira (30), o partido anunciou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu pré-candidato à Presidência. A decisão foi comunicada pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que até então era o nome mais forte dentro da legenda.

Ao justificar a escolha, Kassab afirmou: “Acabamos entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar ao segundo turno. Chegando ao segundo turno, ele vencerá as eleições”. Ele também destacou que tanto Ratinho Júnior quanto Eduardo Leite são “excelentes candidatos”.

Em reação, Eduardo Leite comentou o cenário político em um vídeo nas redes sociais, avaliando que a decisão “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso País”. Apesar da frustração, o governador afirmou que não pretende contestar publicamente a definição do partido.

O manifesto, intitulado “Por um Brasil possível e um presidente à altura do desafio”, foi articulado pelo sociólogo Zeca Martins, ligado ao movimento Derrubando Muros. O documento propõe diretrizes para um novo modelo de governança, incluindo responsabilidade fiscal na condução da economia, gestão técnica nas áreas de saúde e educação e uma reforma institucional dos Três Poderes.

Entre os pontos defendidos, está a apresentação dessas propostas ainda durante a campanha eleitoral, com posterior encaminhamento ao Legislativo e ao Judiciário nos primeiros 90 dias de governo.

O texto reúne assinaturas de nomes como os economistas Eduardo Giannetti da Fonseca e Samuel Pessoa, além do ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., do ex-senador José Aníbal e do ex-presidente do Cidadania Roberto Freire. Organizações como o Movimento Brasil Livre e o Instituto Democracia também integram a iniciativa.

Os organizadores afirmam que o movimento é independente e não está vinculado a qualquer partido político que eventualmente venha a abrigar a candidatura. Já Eduardo Leite reiterou que pretende permanecer no comando do governo estadual até o fim do mandato, previsto para dezembro de 2026.