Alerta máximo: chikungunya avança e já provoca mortes em Dourados

Dados do governo estadual indicam que, desde o início do ano, já foram confirmados mais de 1,7 mil casos da doença, além de outros em análise

Durante visita a Dourados, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como grave a situação enfrentada pelo município, que vive um surto de chikungunya e está sob decreto de emergência.

Ao comentar o cenário, ele destacou a necessidade de atuação conjunta entre os diferentes níveis de governo. “Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, afirmou.

Dados do governo estadual indicam que, desde o início do ano, já foram confirmados mais de 1,7 mil casos da doença, além de outros em análise. Dourados concentra o maior número de registros e, segundo autoridades, o impacto é ainda mais severo entre comunidades indígenas. Das sete mortes registradas no estado, cinco ocorreram na reserva local, incluindo dois bebês.

Diante do avanço da doença, o governo federal intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão. Equipes da Força Nacional do SUS foram enviadas para reforçar o atendimento, enquanto novos agentes de combate a endemias começam a atuar na cidade.

Além da mobilização de profissionais, foram liberados cerca de R$ 3,1 milhões para ações emergenciais, incluindo assistência à população, limpeza urbana e controle do vetor.

O ministro também chamou atenção para problemas estruturais, como a coleta de lixo nas aldeias, apontando que o acúmulo de resíduos contribui para a proliferação do mosquito. Segundo ele, a situação exige medidas mais eficazes e integração entre os entes públicos para evitar o agravamento da crise.