Em breve, a Fiat Toro passará a ter uma picape híbrida plug-in flex como rival. Seu nome definitivo já estaria definido: BYD Mako, de acordo com o jornalista Jorge Moraes. A picape está sendo apresentada ao público pela primeira vez durante a feira Agrishow, ainda coberta por camuflagem. O segredo, porém, já tem data para acabar.
QUATRO RODAS apurou que a picape intermediária da BYD chegará às lojas em agosto, inicialmente importada da China, mas já equipada com a nova motorização híbrida plug-in flex. A produção nacional na fábrica de Camaçari (BA) está nos planos, mas não tem data para começar.

A decisão de trazer a caminhonete importada neste primeiro momento visa acelerar a entrada da fabricante no segmento hoje liderado pela Fiat Toro, mas torna a BYD Mako sujeita ao pagamento de um imposto de importação de 35% – o que limitou a competitividade da sua irmã maior, a BYD Shark. Aliás, vale deixar registrado que o nome Mako vem de um peixe, mantendo a lógica de relação com o mar como há com a Shark.
Focinho do Song Pro
Para viabilizar custos e otimizar o tempo de desenvolvimento, a BYD Mako aproveita a estamparia frontal e os faróis do Song Pro, mas a dianteira que já tem data de validade. Isso ocorre porque o SUV está prestes a receber sua primeira reestilização no Brasil, adotando a nova dianteira, lanternas e painel já aplicados nos veículos comercializados na China.

Mesmo com o reaproveitamento de componentes, a frente da picape apresenta uma grade modificada, incluindo uma régua central projetada especificamente para fixar a placa de identificação. O perfil lateral adota uma coluna traseira espessa e integrada à caçamba, solução de engenharia comum em veículos de construção monobloco.

Na traseira, as lanternas verticais são interligadas por uma barra luminosa, remetendo ao desenho da Shark, mas com prolongamentos que avançam pelas laterais.
O interior seguirá praticamente o mesmo do Song Pro, com quadro de instrumentos digital compacto e tela multimídia central giratória.
Híbrida flex

A BYD Mako utilizará o sistema DM-i flex. Trata-se do conjunto híbrido plug-in que une o motor 1.5 aspirado a uma unidade elétrica no eixo dianteiro, rendendo 234 cv combinados. Para compradores que exigem tração integral, é esperado para o futuro uma versão com um motor elétrico por eixo, totalizando 324 cv. Esta seria uma resposta à nova Ford Maverick Hybrid, que é HEV mas tem tração 4×4.
As duas portinholas de cada lado da picape confirmam a mecânica híbrida plug-in. No entanto, não há informações sobre o tamanho da bateria que dá suporte ao motor elétrico. O Song Pro GL, por exemplo, tem bateria de 12,9 kWh, oferecendo uma autonomia elétrica de aproximadamente 49 km. Já a versão GS tem uma bateria maior, de 18,3 kWh, permitindo uma autonomia no modo elétrico de até 68 km.

A estrutura monobloco da Mako abriga uma suspensão traseira independente com braços sobrepostos, focada em filtrar imperfeições do asfalto urbano. Essa arquitetura favorece a dirigibilidade e reduz os espaços de frenagem, mas limita a capacidade da picape para o transporte de cargas extremas em estradas acidentadas. Mas agora também sabemos que a caçamba da nova picape é pequena.
Diferente do lançamento de concorrentes recentes, a caminhonete chinesa conta com homologação estrutural para reboque de carretinhas desde o projeto original.

Com dimensões consideravelmente inferiores aos 5,45 m de comprimento da Shark, a BYD Mako mira compradores que hoje consideram opções como Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage. Os preços ainda não foram confirmados, mas o lote inicial previsto para agosto servirá como um termômetro para entender o volume que a BYD vai querer vender durante a transição para a montagem nacional.
