A maior parte do território brasileiro enfrenta níveis elevados de atenção para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados atualizados do Fundação Oswaldo Cruz divulgados nesta quarta-feira (29). Apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul aparecem fora das faixas de alerta, risco ou alto risco.
O avanço dos casos está ligado principalmente à circulação de vírus respiratórios típicos desta época do ano, como a influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR). A combinação de clima mais seco e hábitos comuns no período mais frio — como permanecer em locais fechados e pouco ventilados — contribui para o aumento da transmissão.
Entre as capitais brasileiras, quase metade já apresenta tendência de crescimento nos casos mais graves da doença. Cidades como Belém, Brasília, Manaus, Recife e Teresina estão entre as que registram esse cenário. Diante disso, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de evitar complicações.
O boletim também chama atenção para o aumento das hospitalizações causadas pelo VSR, especialmente entre crianças de até dois anos. O vírus é o principal responsável por quadros de bronquiolite nessa faixa etária.
A imunização contra o VSR pode ser aplicada ao longo de todo o ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, ajudando a proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Já a vacina contra a gripe está disponível para grupos prioritários durante a campanha nacional, que segue até o fim de maio — com exceção da região Norte, onde o calendário ocorre no segundo semestre.
De acordo com o levantamento, as internações se concentram principalmente entre crianças pequenas, enquanto os óbitos são mais frequentes entre idosos. Nas últimas semanas, a influenza A liderou os registros de mortes por SRAG entre casos confirmados, seguida pela Covid-19 e outros vírus respiratórios.