Boulos ataca Zema após fala sobre trabalho infantil e chama posição de “covardia”

Em publicação nas redes sociais, Boulos classificou a defesa do trabalho infantil como “um ato de covardia”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), fez duras críticas no sábado (2) ao pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) após declarações sobre a possibilidade de ampliar o acesso de jovens ao mercado de trabalho no Brasil.

Em publicação nas redes sociais, Boulos classificou a defesa do trabalho infantil como “um ato de covardia” e elevou o tom ao mencionar diretamente o nome de Zema. A manifestação ocorreu logo após a repercussão de uma entrevista concedida pelo político mineiro.

Durante participação no podcast Inteligência Ltda, no Dia do Trabalhador (1º), Zema afirmou que, caso seja eleito presidente em 2026, pretende discutir mudanças na legislação trabalhista para ampliar as possibilidades de atuação de jovens. Atualmente, a lei brasileira permite o trabalho a partir dos 16 anos, com exceção da condição de aprendiz, autorizada desde os 14.

Na entrevista, Zema utilizou inicialmente o termo “criança” ao abordar o tema, o que gerou críticas. Posteriormente, em novo vídeo divulgado por sua equipe, ele manteve a defesa da proposta, mas passou a usar a palavra “adolescente” ao se referir ao público-alvo.

Ao comentar sua posição, o pré-candidato citou experiências pessoais, afirmando que começou a ajudar o pai ainda jovem em atividades simples. Ele também criticou o que considera uma visão restritiva sobre o trabalho juvenil no país, comparando com práticas adotadas em outros lugares, como os Estados Unidos.

Após a repercussão, a assessoria de Zema divulgou nova declaração, na qual ele reforça que a proposta seria voltada à ampliação de oportunidades para adolescentes, com regras de proteção e sem prejuízo à educação. Segundo ele, o trabalho pode contribuir para a formação de disciplina e afastar jovens de situações de vulnerabilidade.