Após tragédia, polícia analisa se carga influenciou queda de aeronave

O caso, que deixou três mortos e dois feridos, é apurado com apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se o peso da aeronave pode ter influenciado o acidente que terminou com a colisão de um avião contra um prédio em Belo Horizonte, na última segunda-feira (4). A hipótese surgiu após relatos de dificuldades enfrentadas pela tripulação logo após a decolagem.

O caso, que deixou três mortos e dois feridos, é apurado com apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Testemunhos, perícias e imagens estão sendo analisados para esclarecer as causas do ocorrido. O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser estendido.

Antes do impacto, o piloto Wellinton Oliveira, de 34 anos, chegou a emitir um alerta de emergência, indicando falhas na subida da aeronave, que perdeu desempenho pouco depois de deixar o solo. Segundo a delegada responsável pelo caso, há indícios de que o problema já havia começado ainda na fase de decolagem.

Especialistas apontam que, em aeronaves de pequeno porte, o controle de peso é essencial para garantir a segurança do voo. A carga, incluindo passageiros, bagagens e combustível, deve respeitar limites definidos e ser registrada em documento específico.

O avião envolvido, modelo EMB-721C, fabricado em 1979, estava com a documentação regular e capacidade para até seis ocupantes. No momento do acidente, cinco pessoas estavam a bordo.

A aeronave havia partido de Teófilo Otoni, feito escala em Belo Horizonte e seguiria para São Paulo. O acidente ocorreu a poucos quilômetros do aeroporto da Pampulha.

Além do piloto, morreram dois passageiros. Outras duas vítimas foram socorridas e permanecem internadas em estado que exige cuidados médicos.