BYD Dolphin híbrido plug-in será apresentado em julho de olho no Brasil

O BYD Dolphin terá uma mudança importante nos próximos meses, com a chegada do inédito Dolphin G. O hatch será um novo modelo, desenvolvidos com foco no mercado europeu e que terá uma motorização híbrida ao invés de elétrica. A apresentação oficial do hatch ocorre em julho, durante o Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino Unido. Apesar de ter sido feito para a Europa, o carro é cotado também para o Brasil.

Diferente do hatch elétrico vendido até agora, o novo modelo adota a motorização híbrida plug-in. A mudança atende à demanda local por motores a combustão, enquanto a marca transfere o desenvolvimento para Budapeste, na Hungria. Em entrevista ao site Auto Express, a vice-presidente da BYD, Stella Li, disse que a fabricante está perdendo o maior volume no segmento B pela falta de um veículo com motor a combustão.

BYD Dolphin G DM-i
Auto Home/Reprodução

A decisão de separar as linhas de produtos europeia e chinesa ocorre por restrições viárias e de preferência de compra. Li pontua que a concorrência na China exige carros cada vez maiores e mais largos.

Essa tendência inviabiliza o uso prático em ruas estreitas de cidades como Paris, Roma e Londres. Para o mercado europeu, a fabricante estipulou que os veículos urbanos terão no máximo 4,30 metros de comprimento.

A instalação de uma fábrica na Hungria, aliada ao centro de design local, copia o formato utilizado por marcas sul-coreanas nos anos 2000 para ganhar participação de mercado na região.

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O objetivo é adaptar a calibração de suspensão e a linguagem visual ao gosto ocidental. Isso distancia os próximos lançamentos do padrão estético chinês atual, focado em outras demandas de espaço e rodagem.

Novo Dolphin tem nome definido
Auto Home/Reprodução

As informações que circulam pela imprensa europeia falam que o BYD Dolphin G compartilha os componentes do SUV Yuan Pro DM-i, conhecido na Europa como Atto 2. O sistema une um motor a combustão 1.5 aspirado a um propulsor elétrico de alta capacidade instalado no eixo dianteiro.

A operação alterna entre o modo série, onde o bloco a combustão atua apenas como gerador, e o modo paralelo. Nessa segunda condição, ambos os motores tracionam as rodas de forma combinada em acelerações fortes.

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A potência combinada atinge 262 cv, mas a justificativa técnica da plataforma está na eficiência energética. A fabricante prevê um consumo homologado de 55,5 km/l, índice superior aos hatches a combustão tradicionais.

A bateria do sistema plug-in entrega autonomia em modo puramente elétrico de 90 quilômetros. Esse alcance permite concluir os deslocamentos urbanos diários sem acionar o motor térmico, dependendo da frequência de recarga na tomada.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
O Dolphin G deve usar o mesmo motor que o Yuan Pro DM-i, que virá ao Brasil em breveDivulgação/BYD

A adoção do motor a combustão exige alterações físicas em relação ao modelo elétrico convencional. A carroceria ganha aberturas frontais para o arrefecimento do bloco 1.5, abandonando a grade fechada da linha atual.

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A traseira passa a acomodar o sistema de escape, modificando o desenho do para-choque. Imagens de protótipos em teste na Ásia indicam um balanço dianteiro alongado, necessário para abrigar os dois propulsores sob o capô.

O comprimento de 4,30 metros representa um ganho de 0,18 metro em relação ao Dolphin comercializado no Brasil (que possui 4,12 metros). Com a alteração, o porte físico do veículo se aproxima ao de um Volkswagen Golf.

Apesar do tamanho de hatch médio, a fabricante mira o volume de vendas dos compactos europeus. A oferta visa capturar clientes de carros como Volkswagen Polo e Toyota Yaris que desejam migrar para a eletrificação com a segurança para viagens longas.

O habitáculo deve sofrer reformulações estruturais em relação aos veículos vendidos na Ásia. O consumidor europeu critica o excesso de centralização de funções em telas, característica predominante no mercado chinês.

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Para evitar rejeição, o projeto húngaro deve resgatar botões físicos para comandos de climatização e volume. O desenho do painel buscará linhas sóbrias, deixando de lado as formas marítimas excessivas da família original.

Além disso, a produção na Hungria evita as sobretaxas da União Europeia aos veículos importados da China. O movimento pressiona os grupos europeus, que enfrentam dificuldades técnicas para baixar os custos de seus próprios eletrificados.

A chegada do BYD Dolphin G ao Brasil ainda não foi confirmada pela fabricante, mas o histórico de importação aponta para a expansão. A empresa tem aumentado a quantidade de híbridos no país e prepara o lançamento do Yuan Pro híbrido.

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