O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai incluir, pela primeira vez, a população em situação de rua no Censo Demográfico, ampliando o alcance do levantamento para mapear esse grupo e detalhar suas condições de vida no país. Para viabilizar a coleta de dados, o órgão abriu um processo seletivo com 9.652 vagas temporárias distribuídas em todo o território nacional.
Os profissionais contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-creche e auxílio-transporte. Além disso, o modelo de remuneração passa a incluir uma gratificação variável, definida conforme o desempenho e a produtividade de cada recenseador.
Segundo o coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros, as contratações estão previstas para dezembro, com início das atividades programado para janeiro de 2027.
Já o coordenador-geral de Operações Censitárias, Fernando Damasco, destacou a importância da nova etapa do levantamento. Ele afirmou que o estudo permitirá a construção de uma base estatística inédita e comparável sobre a população em situação de rua no Brasil. “É um instrumento essencial para fortalecer políticas públicas”, disse.
No mesmo processo seletivo, parte dos aprovados também será destinada ao 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. O levantamento, que deveria ocorrer a cada cinco anos, tem sido realizado com intervalos maiores, de cerca de uma década, em razão de restrições orçamentárias do instituto.
O objetivo do censo agropecuário é reunir dados sobre áreas de produção, atividades agrícolas, criação de animais e subsistência de comunidades rurais, além de traçar o perfil de trabalhadores do campo por idade, gênero e escolaridade.
Para organizar a seleção, o IBGE publicou dois editais. Um deles exige nível superior e contempla cargos como agente censitário de qualidade e analista censitário. O outro é voltado a candidatos com ensino médio completo, oferecendo vagas para agente censitário administrativo, de informática, supervisor, além de funções regionais e operacionais.
Alguns cargos exigem ainda formação superior e carteira de habilitação categoria B válida, como no caso de agentes censitários regionais e operacionais.