GM vai fabricar híbridos em São Paulo até 2028 com novo investimento de R$ 3,5 bilhões

A General Motors confirmou nesta quarta-feira, em Brasília (DF), um investimento extra de R$ 3,5 bilhões para o seu atual plano de investimento no Brasil. Com o novo aporte, o fabricante eleva o montante total de sua estratégia para R$ 10,5 bilhões no ciclo iniciado em 2024 e que vai até 2028. A decisão tenta pavimentar o caminho da Chevrolet na transição energética nacional, focando prioritariamente na produção de carros híbridos inéditos e na atualização de suas operações industriais em São Paulo.

A quantia original de R$ 7 bilhões, anunciada no início de 2024, precisou de reforço para cobrir a produção de carros eletrificados no país. O capital recém-anunciado foca majoritariamente no estado de São Paulo, onde a empresa mantém complexos industriais em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes (autopeças), e tem um dos seus principais centros de desenvolvimento em Indaiatuba.

Tracker 2026
Chevrolet Tracker foi reestilizado no início deste ciclo de desenvolvimentoDivulgação/Quatro Rodas

Essa concentração de recursos em solo paulista indica abre a possibilidade de eletrificação dos principais carros produzidos no estado: o Chevrolet Tracker, um dos SUVs mais vendidos do Brasil, e a picape Montana, que não vende muito mas usa a mesma plataforma. A Chevrolet está desenvolvendo um sistema híbrido leve 48V para usar com seus motores de três cilindros, tanto o 1.0 quanto o 1.2.

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O comunicado oficial confirma a aplicação dos fundos na renovação imediata do portfólio da Chevrolet. Embora a marca não detalhe ainda quais modelos estrearão o sistema híbrido flex, a movimentação é uma resposta inevitável ao avanço rápido das rivais no segmento.

Continuação do ciclo de investimento

SUV Chevrolet Sonic cinza claro em movimento numa estrada asfaltada, com vegetação verde borrada ao fundo
Chevrolet Sonic RSFernando Pires/Quatro Rodas

Do anúncio dos R$ 7 bilhões até agora, a GM reestilizou os Chevrolet Onix e Tracker, desenvolveu o recém-lançado Sonic de nova geração e começou a importar os elétricos Spark EUV e Captiva EV, ambos derivados de projetos da chinesa Wuling e agora com montagem terceirizada no Ceará.

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O investimento tardio nos híbridos, no entanto, é algo global. Anos atrás a General Motors se voltou totalmente ao desenvolvimento de carros elétricos, deixando de lado os carros híbridos que tinha em seu portfólio. Agora, enquanto o Brasil terá híbridos leves (MHEV), os Estados Unidos receberão carros híbridos plug-in (PHEV).

Os novos híbridos da GM estreiam na América do Norte até 2027. A última experiência da marca com essa configuração técnica ocorreu com o Chevrolet Volt, modelo descontinuado há sete anos. Desde então, a companhia não disponibilizou nenhum outro veículo com essa proposta mecânica em seu mercado de origem.

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