As autoridades venezuelanas atualizaram nesta sexta-feira (26) o balanço das vítimas dos fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). Segundo a líder interina Delcy Rodríguez, o número de mortos chegou a 589, enquanto 2.980 pessoas ficaram feridas.
As equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas mais afetadas, principalmente no estado de La Guaira, onde os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 provocaram destruição em larga escala. A expectativa é de que o total de vítimas continue aumentando à medida que os socorristas avançam na retirada de pessoas dos escombros.
O governo venezuelano informou que intensificou a presença de militares na região atingida para reforçar as operações de busca e assistência à população.
Diversos países já mobilizaram ajuda humanitária. A Espanha confirmou a morte de três cidadãos e o desaparecimento de outros 99, além de enviar militares, cães farejadores e anunciar recursos financeiros para apoiar as ações de emergência. Chile, México, El Salvador, Suíça e Brasil também enviaram equipes especializadas e suprimentos. A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou o transporte de ajuda humanitária e profissionais de resgate.
O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros em decorrência da tragédia. Portugal também registrou vítimas entre seus cidadãos, assim como China e Itália.
Enquanto isso, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o desastre possa resultar em um número muito maior de mortes, conforme projeções técnicas. A oposição venezuelana também afirma que milhares de pessoas continuam desaparecidas.
Segundo informações oficiais, ao menos 250 edifícios foram destruídos ou sofreram danos, incluindo hospitais e prédios públicos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 7 milhões de pessoas tenham sido afetadas, direta ou indiretamente, pelos terremotos.