Quase 1.500 mortos após fortes terremotos que atingem a Venezuela

Dezenas de edifícios desabaram no litoral venezuelano, transformando áreas urbanas em grandes montes de destroços

Equipes de resgate seguem atuando na Venezuela em busca de sobreviventes após dois fortes terremotos que atingiram o país na última semana. A operação ocorre em meio a um cenário de destruição generalizada e à tentativa de reduzir o número de desaparecidos, que chega a dezenas de milhares segundo diferentes levantamentos.

As autoridades informam que o total de mortos nos dois tremores, registrados na quarta-feira, já se aproxima de 1.500 vítimas. A região mais afetada é o estado de La Guaira, onde equipes estrangeiras de resgate reforçam os trabalhos em meio a escombros e estruturas colapsadas.

Dezenas de edifícios desabaram no litoral venezuelano, transformando áreas urbanas em grandes montes de destroços. O local fica a cerca de 40 quilômetros ao norte de Caracas, capital do país, que enfrenta há anos uma grave crise política e econômica.

Mesmo diante da destruição, operações de busca seguem ativas. A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que sobreviventes foram encontrados no domingo (28), o que mantém as equipes mobilizadas. Segundo ela, uma comissão foi criada para avaliar as condições estruturais dos prédios atingidos.

Rodríguez também anunciou a suspensão das aulas por mais uma semana e informou que o fornecimento de energia elétrica em La Guaira já foi restabelecido em cerca de 75%.

O governo agradeceu o apoio de voluntários civis, mas posteriormente restringiu o acesso às estradas que levam à região, alegando dificuldades na circulação dos veículos de emergência.

Em atualização paralela, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, informou que o número de mortos subiu em mais 20 vítimas no domingo, totalizando cerca de 1.450 mortes. Ele também afirmou que há 3.150 feridos, mais de 12 mil deslocados e centenas de prédios destruídos.

As autoridades descrevem o momento como crítico, com prioridade para o resgate de vidas e a criação de abrigos temporários para os desabrigados.

Antes da chegada de mais de 2.600 socorristas estrangeiros, famílias e voluntários já atuavam na retirada de sobreviventes e corpos entre os escombros, muitas vezes sem equipamentos adequados. A situação é agravada por sucessivas réplicas, que continuam atingindo a região e dificultando os trabalhos.

Em meio ao cenário de destruição, relatos de resgates continuam surgindo, incluindo a retirada com vida de um pai e seu filho de um prédio colapsado no domingo.

Enquanto o governo divulga números de centenas de desaparecidos, um levantamento divulgado por um site ligado à oposição aponta que quase 50 mil pessoas ainda constam como desaparecidas, número que sofreu leve redução em relação ao dia anterior.