Na quarta-feira, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo acesso total às provas relacionadas à investigação sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado. A Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro nesse inquérito, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) está prevista para apresentar uma denúncia na próxima semana.
Embora o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, tenha afirmado anteriormente que a defesa dos investigados tem pleno direito ao acesso aos elementos de prova já documentados, o advogado Celso Vilardi argumenta que ainda não obteve acesso integral às evidências.
A defesa alega que não recebeu todas as provas mencionadas no relatório final da investigação, entregue pela PF em novembro, nem o material apreendido durante as buscas e apreensões realizadas. “O que ainda não foi disponibilizado para a defesa são os resultados das diligências já concluídas. Ou seja, os itens coletados nas buscas autorizadas e já integralmente cumpridas pela polícia”, diz a petição apresentada.
Vilardi também destaca que a possível apresentação de uma denúncia pela PGR reforça a magnitude da investigação. Segundo ele, o volume de informações reunidas, incluindo quebras de sigilo e apreensões, é “gigantesco, para dizer o mínimo”.