Conclave: como funciona o sistema de fumaça na Capela Sistina

Sem consenso, fumaça preta; com novo papa, fumaça branca

Nesta sexta-feira (2), foi instalada no topo da Capela Sistina, no Vaticano, a chaminé que desempenhará um papel simbólico fundamental durante o conclave marcado para começar na próxima quarta-feira (7): anunciar, por meio de fumaça, se os cardeais chegaram ou não a um consenso sobre o próximo papa.

Segundo a tradição católica, o sinal visual emitido pela chaminé revela o resultado de cada rodada de votação. Quando os cardeais não chegam a uma decisão, uma fumaça escura sobe aos céus. Já a confirmação da eleição de um novo pontífice é comunicada por uma fumaça branca.

No passado, a coloração preta era conseguida ao queimar os votos junto com palha úmida, método que nem sempre funcionava de maneira eficaz. Um episódio marcante ocorreu no conclave de 1958, quando a fumaça gerou dúvidas e interpretações equivocadas por parte do público e da imprensa. Na ocasião, a palha não queimou como o esperado, levando a sinais confusos sobre a decisão dos cardeais.

Como forma de evitar novas confusões, o Vaticano decidiu aprimorar o processo. Desde 2005, utiliza-se um sistema mais confiável com cartuchos químicos que garantem uma fumaça de cor intensa e inconfundível, seja preta ou branca, de acordo com o resultado da votação.