O Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu, em reunião realizada nesta segunda-feira (27), pelo afastamento temporário de Augusto Melo do cargo de presidente do clube. A decisão veio após votação que aprovou o processo de impeachment do mandatário.
Dos 301 integrantes do conselho, 236 participaram da sessão. Entre eles, 176 votaram pela saída de Melo, enquanto 57 optaram por mantê-lo no cargo. Houve ainda um voto em branco. Para que o afastamento fosse efetivado, bastava a maioria simples entre os presentes.
A votação transcorreu sem incidentes, segundo relatos de conselheiros. O encontro começou às 19h, com a apresentação dos argumentos que embasaram o pedido de destituição, seguida da defesa. Kadu Melo, sobrinho de Augusto, e Romeu Tuma Jr., presidente do CD, optaram por não votar.
Ausente do evento, Augusto Melo publicou um vídeo antes da reunião em que afirmou que deixaria o cargo “de cabeça erguida”.
Com o afastamento, quem assume provisoriamente o comando do clube é o vice-presidente Osmar Stábile. Ele foi eleito junto com Melo, mas rompeu com o grupo do presidente no início de 2025, após desentendimentos internos.
A próxima etapa será a convocação da assembleia geral de sócios do Corinthians, que terá a palavra final sobre a permanência ou não de Augusto no cargo. A data da assembleia será anunciada nos próximos cinco dias por Romeu Tuma Jr.
A crise institucional foi intensificada após Melo ter sido indiciado pela Polícia Civil de São Paulo, em meio às investigações sobre o caso “Vai de Bet”. Ele é acusado de envolvimento em esquema de desvio de verbas, respondendo por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro.
Além do presidente afastado, também foram indiciados Marcelo Mariano, ex-diretor administrativo do clube; Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing; e Alex Cassundé, apontado como intermediário e proprietário da empresa ligada ao contrato com a antiga patrocinadora.