Eduardo Paes veta data dedicada às “cegonhas reborn” no Rio

O vereador Vitor Hugo (MDB), autor do projeto, justificou a iniciativa afirmando que "o nascimento de um bebê é um momento singular na vida de uma mulher, e não é diferente para as mamães reborn

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), decidiu vetar o projeto que visava estabelecer o dia 4 de setembro como o Dia da Cegonha Reborn na capital fluminense.

“Com todo respeito aos interessados mas não dá.”, declarou Paes em uma publicação no Instagram, na qual compartilhou a imagem do documento oficial que traz sua assinatura e o veto total à proposta.

O vereador Vitor Hugo (MDB), autor do projeto, justificou a iniciativa afirmando que “o nascimento de um bebê é um momento singular na vida de uma mulher, e não é diferente para as mamães reborn, porém, os seus filhos são enviados por cegonhas, sendo esse o nome conferido às artesãs que customizam bonecas para se parecerem com bebês reais.”

Ele ressaltou ainda que os bebês realistas vêm conquistando cada vez mais popularidade ao redor do mundo.

“Surpreende ainda o fato de que no mundo dos bebês reborn, existe até maternidade e parto. Há ainda, relatos de casos em que são utilizados como terapia por psicólogos, para o restabelecimento de lutos e outros traumas. Nos casos de falecimento de um filho recém-nascido, o bebê reborn é utilizado por um curto período, sempre sob orientação profissional, auxiliando no processo de recomposição da mãe ou o pai enlutado”, completou.

Nas redes sociais, circulam vídeos em que mulheres aparecem cuidando de seus bebês reborn, trocando suas roupas, dando mamadeira e levando-os para passear. Conforme reportagem da Folha, a maior parte das pessoas que adquire esses bonecos são crianças, segundo lojistas.

Diante da crescente popularidade, vários parlamentares passaram a apresentar propostas relacionadas ao tema, tanto em nível municipal quanto estadual e federal.

Entre esses, destaca-se um projeto da deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), que trata das diretrizes para o acolhimento psicossocial no Sistema Único de Saúde (SUS) de “pessoas que desenvolvam vínculos afetivos intensos e potencialmente disfuncionais com objetos de representação humana”.