O governo federal manifestou pesar pela morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que teve o corpo encontrado nesta terça-feira (24), após sofrer um acidente em uma trilha nos arredores do vulcão Rinjani, localizado na Indonésia. A queda ocorreu na última sexta-feira, durante uma caminhada pela região.
O Itamaraty informou, por meio de nota oficial, que a embaixada brasileira em Jacarta atuou diretamente junto às autoridades indonésias, acionando os mais altos níveis institucionais para viabilizar as ações de resgate. O ministério afirmou que, desde a noite da queda, vinha acompanhando de perto todos os esforços das equipes locais de busca.
O Ministério das Relações Exteriores também externou sua solidariedade, destacando a profunda tristeza diante do trágico episódio e expressando condolências aos parentes e amigos da jovem turista.
A pasta destacou ainda que houve articulação com representantes diplomáticos da Indonésia, além de contato com o governador da província de Lombok e com os responsáveis pelas agências nacionais de resgate e de gestão de desastres.
A primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também se manifestou nas redes sociais. Em seu perfil, ela expressou lamento pela perda de uma jovem com espírito aventureiro e personalidade vibrante. Para ela, Juliana representava inspiração por sua coragem de perseguir sonhos e viver de forma intensa. Janja desejou conforto à família e aos amigos da publicitária, acrescentando que o brilho deixado por Juliana continuará presente na memória daqueles que a conheceram.
As operações de resgate se estenderam por quatro dias e enfrentaram inúmeros obstáculos devido às condições climáticas desfavoráveis, terreno acidentado e baixa visibilidade, conforme relataram os integrantes das equipes mobilizadas.
A confirmação do óbito foi feita pela própria família de Juliana, por meio de uma publicação em redes sociais na manhã desta terça. No comunicado, os familiares relataram que a equipe de salvamento conseguiu, finalmente, alcançar o local onde ela estava, mas informaram, com pesar, que a jovem não resistiu. Agradeceram ainda pelas orações e mensagens de apoio recebidas ao longo do processo.
Cerca de 48 profissionais, de diferentes instituições, participaram das operações de busca. Apesar da tentativa de utilizar um helicóptero para auxiliar na localização, as más condições climáticas impediram o voo até a área desejada.
Na manhã do dia em que o corpo foi encontrado, os trabalhos se concentraram em uma descida direta utilizando técnicas verticais especializadas. Já durante a tarde, sete membros da equipe conseguiram alcançar o ponto da queda, mas tiveram que interromper o trajeto e montar acampamento devido ao avanço da noite.
Juliana era natural de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Em seu perfil nas redes sociais, onde acumulava mais de 20 mil seguidores, costumava divulgar imagens e vídeos curtos de suas experiências de viagem. Seus registros incluíam países como Indonésia, Tailândia, Vietnã e Filipinas.