Em mais um contato direto e sem intermediação, os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, da Rússia, mantiveram uma conversa telefônica nesta quinta-feira. A ligação, confirmada oficialmente por Moscou, ocorre em meio à decisão de Washington de reduzir parcialmente a ajuda militar à Ucrânia, país que enfrenta uma ofensiva russa desde fevereiro de 2022.
Desde que reassumiu a presidência americana em janeiro, Trump já conversou cinco vezes com o líder russo. Durante o telefonema mais recente, ocorrido em 14 de junho, Putin teria expressado a disposição de retomar os diálogos de paz com Kiev, embora nenhuma data tenha sido definida para a realização de novas rodadas de negociação.
De acordo com o comunicado do Kremlin, o telefonema abordou temas centrais da geopolítica internacional, com destaque para o conflito no Leste Europeu e as tensões crescentes no Oriente Médio. Ainda segundo a presidência russa, Putin enfatizou que as crises na região do Irã deveriam ser enfrentadas por meio de instrumentos diplomáticos.
Em relação à guerra em território ucraniano, o presidente russo teria reiterado sua abertura ao diálogo, mas também deixou claro que Moscou não pretende abrir mão de suas demandas. Segundo Yuri Ushakov, conselheiro de política externa do Kremlin, Putin reafirmou que os objetivos traçados pela Rússia desde o início da ofensiva continuam inalterados e que seu país pretende alcançá-los integralmente, por serem considerados os fatores determinantes da atual conjuntura.
Ainda de acordo com o assessor, Putin teria reafirmado o interesse da Rússia em manter os canais de negociação abertos com a Ucrânia, sinalizando disposição para avançar no processo de diálogo, desde que os interesses estratégicos russos sejam preservados.
Além do telefonema com Trump, o presidente russo também retomou contatos diplomáticos com outras lideranças internacionais. Na última terça-feira, por exemplo, ele conversou com o presidente da França, Emmanuel Macron, pela primeira vez desde 2022.