Trump endurece relações com Canadá e aponta inação no combate às drogas

A justificativa apresentada pelo governo norte-americano foi a alegada falta de cooperação do país vizinho no combate ao tráfico de fentani

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou uma nova ordem executiva nesta quinta-feira (31), determinando o aumento da tarifa sobre produtos importados do Canadá, que passa de 25% para 35%. A justificativa apresentada pelo governo norte-americano foi a alegada falta de cooperação do país vizinho no combate ao tráfico de fentanil — uma substância sintética extremamente potente — e de outras drogas ilegais que estariam entrando nos EUA.

Segundo o comunicado oficial emitido pela Casa Branca, a decisão foi tomada após o governo canadense ter adotado medidas consideradas retaliatórias contra os esforços dos Estados Unidos no enfrentamento do que a gestão Trump classifica como uma ameaça incomum e severa à segurança do país. Ainda conforme o governo norte-americano, o agravamento das tarifas seria uma resposta necessária diante da persistente ausência de colaboração por parte de Ottawa.

A ordem executiva também esclareceu que produtos que se enquadram nas diretrizes do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) continuarão isentos da nova alíquota. Essa exceção se deve às diretrizes da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), mecanismo frequentemente utilizado por Trump para justificar a aplicação de tarifas adicionais a parceiros comerciais estratégicos.

Além disso, o texto prevê punições ainda mais severas para mercadorias que, propositalmente, forem desviadas ou redirecionadas com o objetivo de escapar da nova tarifa de 35%. Nestes casos, os bens seriam submetidos a uma tarifa de transbordo ainda mais alta, fixada em 40%.

Paralelamente, o governo norte-americano voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando que símbolos da magistratura não deveriam servir como escudo para proteger condutas autoritárias. A crítica insinua que o Judiciário brasileiro estaria ultrapassando limites democráticos, especialmente em decisões ligadas à repressão de movimentos conservadores no Brasil.