O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem ganhado força entre os setores mais radicais da direita e busca se projetar como uma figura independente dentro do bolsonarismo. Desde fevereiro, ele está nos Estados Unidos, onde se prepara para possíveis sanções políticas no Brasil, como a cassação do seu mandato. Eduardo rejeita alianças com o centrão e já demonstrou interesse em disputar a Presidência em 2026, independentemente da vontade de seu pai. Suas discordâncias com o ex-presidente ficaram evidentes em um relatório da Polícia Federal.
Ele tem trabalhado para formar um grupo de apoio, com cerca de 20 a 30 deputados, e considera que a ascensão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à presidência em 2026 representaria o fim do bolsonarismo. Para Eduardo, a reeleição de Lula seria “um mal necessário”, e ele cogita se lançar à Presidência para manter a influência bolsonarista e fortalecer o movimento para 2030. Sua postura radical tem gerado desentendimentos com aliados, incluindo críticas ao centrão e troca de farpas com Valdemar Costa Neto (PL), presidente do seu partido.
Além disso, Eduardo tem se oposto ao projeto de redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e, em vez disso, defende uma anistia ampla. Esse discurso tem gerado divisões, dificultando a construção de um consenso dentro do bolsonarismo.
O deputado, que teme ser preso caso retorne ao Brasil, continua atacando o centrão e figuras como Tarcísio, acusando-o de ser parte do “establishment”. Sua estratégia envolve também um alinhamento com a ultradireita internacional, inspirado por figuras como Steve Bannon.
Embora inicialmente cogitasse disputar o Senado, Eduardo agora está em conversas com pequenos partidos para viabilizar sua candidatura à Presidência. Ele conta com o apoio de parlamentares, empresários e figuras do meio midiático. Deputados como Cristiano Caporezzo (PL) e Leandro de Jesus (PL) já se posicionaram como aliados, destacando a importância de Eduardo para o futuro do bolsonarismo. Enquanto isso, outros nomes como Marcos Pollon (PL) e Cabo Bebeto (PL) veem Eduardo como a “segunda opção” caso Jair Bolsonaro não possa disputar a presidência.