Ataque deliberado contra civis deixa feridos em estação na Ucrânia

Zelensky relatou nas redes sociais que o ataque foi violento e que todos os serviços de emergência já atuavam no local para auxiliar os atingidos

Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas em decorrência de um ataque com drones comandados pela Rússia contra a estação ferroviária de Shostka, na região de Sumy, neste sábado, conforme informações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Zelensky relatou nas redes sociais que o ataque foi violento e que todos os serviços de emergência já atuavam no local para auxiliar os atingidos, embora os dados sobre o número exato de feridos ainda estivessem em apuração. Ele acrescentou que, de acordo com relatórios preliminares, entre as vítimas estavam tanto passageiros quanto funcionários da empresa estatal de ferrovias da Ucrânia, a Ukrzaliznytsia.

O presidente também afirmou que a Rússia não poderia ignorar que civis seriam afetados pelo ataque, caracterizando o episódio como ato terrorista que o mundo não deveria desconsiderar, e ressaltou que vidas continuam sendo ceifadas diariamente, defendendo que apenas medidas firmes poderiam conter tais ações. Zelensky frisou ainda que já há declarações robustas vindas da Europa e América, mas que é momento de convertê-las em ações efetivas.

Além disso, ele enfatizou que discursos não bastam; segundo seu entendimento, é indispensável que exista uma resposta resoluta contra a Rússia.

Em paralelo, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a guerra entrou em uma fase mais perigosa para civis, com bombardeios constantes atingindo hospitais, escolas e abrigos. O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, informou que nos primeiros oito meses de 2025 o número de vítimas entre civis aumentou 40% em comparação com 2024. Desde o início do conflito, há três anos e meio, estima-se que cerca de 15 mil civis tenham morrido e 35 mil ficado feridos.

Türk reforçou que é fundamental que qualquer negociação ou proposta de paz coloque a proteção de civis no centro das discussões, lembrando que o custo humano para famílias, para quem vive sob fogo constante, é devastador.

O conflito teve seu início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, desencadeando a crise humanitária que se estende até o presente.