O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro comunicou nesta quinta-feira (28) ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que desistiu de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
A decisão ocorre após o político se tornar alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo de apenas 11 dias. Segundo aliados, Castro deve se pronunciar oficialmente sobre a retirada da pré-candidatura por meio das redes sociais.
Nos bastidores do PL, a saída da disputa já era defendida por integrantes do partido, que demonstravam preocupação com possíveis impactos negativos sobre outras candidaturas ligadas ao grupo no Rio de Janeiro.
O receio aumentou após a divulgação de mensagens atribuídas a Cláudio Castro envolvendo encontros e jantares com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Integrantes da legenda avaliaram que o desgaste poderia atingir diretamente o senador Flávio Bolsonaro e aliados do partido no estado.
Nesta semana, Castro voltou ao centro das investigações após ser alvo de uma operação que apura transferências de aproximadamente R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master e fundos relacionados à instituição financeira.
A ação da PF ocorreu poucos dias depois de outra operação envolvendo o ex-governador, desta vez relacionada a suposta atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, investigado por suspeitas de sonegação fiscal.
As novas revelações envolvendo conversas sobre encontros de luxo, com referências a whisky, charutos e carne folheada a ouro, agravaram ainda mais o cenário político do ex-governador.
Até então, parte do PL defendia cautela e apostava na força política de Castro junto a prefeitos fluminenses e no crescimento de sua popularidade após operações policiais realizadas no Complexo do Alemão.
Além das investigações, Cláudio Castro também enfrenta obstáculos jurídicos para disputar eleições. O Tribunal Superior Eleitoral já o declarou inelegível em processo relacionado ao uso de funcionários contratados durante campanhas eleitorais.