Integrantes da chamada Freedom Flotilla começaram a chegar à Turquia apresentando marcas de agressões pelo corpo após a interceptação realizada por Israel contra embarcações humanitárias que seguiam em direção à Faixa de Gaza.
Fotos divulgadas pela organização mostram diversos ativistas com hematomas espalhados pelos braços, costas, pernas e rosto. As marcas possuem formatos circulares e alongados, semelhantes aos provocados por cassetetes ou bastões. Em algumas imagens, os ferimentos aparecem em tons roxos e azulados, indicando possíveis contusões recentes.
Um dos ativistas aparece com várias marcas nas costas, enquanto outro apresenta um grande hematoma no braço. Há ainda registros de ferimentos na perna e cortes na região da testa.
A Freedom Flotilla afirma que os integrantes teriam sido vítimas de violência e tortura durante a ação das forças israelenses em Tel Aviv. Segundo a organização, pelo menos um dos ativistas sofreu fraturas e precisou de atendimento médico após o episódio.
Vídeos divulgados pelo grupo mostram parte dos participantes sendo atendidos em unidades de saúde, alguns deles em macas e cadeiras de rodas.
A tensão aumentou após a divulgação de imagens do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, diante de ativistas ajoelhados, com as mãos amarradas para trás. No vídeo, o ministro aparece segurando a bandeira de Israel enquanto diz: “Bem-vindos”, atitude que gerou forte repercussão internacional.
O episódio acabou provocando reação até mesmo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que criticou publicamente a postura de Ben-Gvir.
“A forma como o ministro Ben Gvir lidou com os ativistas da flotilha não está em consonância com os valores e normas de Israel”, declarou Netanyahu.
A interceptação ocorreu entre segunda e terça-feira, quando forças israelenses impediram a passagem de cerca de 50 embarcações humanitárias em águas internacionais. A flotilha transportava aproximadamente 430 ativistas com destino à Faixa de Gaza.