A Receita Federal libera nesta sexta-feira (22) a consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda já registrado no país. Ao todo, cerca de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados com R$ 16 bilhões em pagamentos referentes ao primeiro lote da declaração de 2026 e também a restituições residuais de anos anteriores.
Segundo o órgão, o valor recorde foi possível graças à modernização dos sistemas de processamento e ao avanço das ferramentas de automação utilizadas pela Receita Federal. O primeiro lote representa aproximadamente 40% de todas as restituições previstas para este ano.
Do montante total, R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal. Entre os beneficiados estão pessoas que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via Pix, idosos, professores, pessoas com deficiência e contribuintes com doenças graves.
A divisão do lote ocorre da seguinte forma:
- 4,9 milhões de contribuintes que utilizaram declaração pré-preenchida e/ou escolheram Pix;
- 2,2 milhões de pessoas entre 60 e 79 anos;
- mais de 1 milhão de contribuintes cuja principal renda vem do magistério;
- 256 mil idosos acima de 80 anos;
- 222 mil pessoas com deficiência ou doença grave.
Neste primeiro lote, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade.
A consulta poderá ser feita diretamente no portal da Receita Federal, na área “Meu Imposto de Renda”, ou por meio do aplicativo oficial disponível para celulares e tablets.
O pagamento está previsto para o dia 29 de maio, mesma data limite para envio da declaração deste ano. Os valores serão depositados na conta bancária ou chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte.
Caso o nome não apareça na lista, a recomendação é acessar o portal e-CAC para verificar possíveis pendências na declaração. Se houver necessidade, o contribuinte poderá enviar uma retificação e aguardar os próximos lotes.
A Receita informou ainda que, caso o crédito não seja realizado por problemas na conta bancária, o dinheiro ficará disponível para resgate no Banco do Brasil por até um ano.