O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, deu mais um passo em seu retorno à política eleitoral ao oficializar, nesta segunda-feira (8), sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara pelo partido Democrata, legenda anteriormente conhecida como Partido da Mulher Brasileira.
O anúncio foi realizado durante um evento promovido na sede estadual da sigla, com a presença da presidente nacional do partido, Suêd Haidar. A confirmação ocorre meses após Witzel manifestar publicamente o interesse de voltar à disputa pelo comando do estado.
Antes de se filiar ao Democrata, o ex-governador tentou ingressar no Democracia Cristã para viabilizar sua candidatura, mas teve a entrada na legenda barrada pela direção nacional da agremiação.
Durante o lançamento de sua pré-candidatura, Witzel afirmou que foi “derrubado pelo sistema” do comando do estado. Ele foi eleito governador em 2018, em meio ao crescimento da onda bolsonarista, mas acabou perdendo o mandato em 2021.
Seu afastamento ocorreu em agosto de 2020, quando passou a ser investigado por suposta participação em irregularidades envolvendo recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. Posteriormente, também foi condenado à inelegibilidade pelo período de cinco anos.
Segundo o ex-governador, o prazo da punição se encerra antes das eleições de 2026, permitindo que ele volte a disputar um cargo eletivo.
Ao justificar sua decisão de retornar à corrida eleitoral, Witzel declarou que pretende concorrer “não por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão”.
Nos últimos meses, ele tem percorrido diversas regiões do estado em reuniões com lideranças políticas e apoiadores, apresentando propostas para um eventual novo mandato. Entre as medidas defendidas está a implantação de 100 escolas cívico-militares no Rio de Janeiro.
Além de Witzel, outros nomes já aparecem como pré-candidatos ao governo fluminense. A lista inclui Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD), William Siri (PSol), André Marinho (Novo), André Português (Republicanos), Anthony Garotinho (Republicanos), Rafa Luz (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Juliete Pantoja (UP) e Luan Monteiro (PCO).