O ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes, comentou neste domingo (17) o episódio que repercutiu durante o lançamento de sua pré-candidatura em Fortaleza. O político acabou confundindo um gesto feito por um apoiador com um símbolo associado à facção criminosa Comando Vermelho e reagiu publicamente durante o evento realizado no sábado (16).
Após a repercussão, Ciro publicou um vídeo na rede social X para explicar a situação. Segundo ele, a reação aconteceu porque interpretou o gesto como uma referência à organização criminosa. No momento do ocorrido, o político chegou a ser repreendido pela plateia e também por sua esposa, Giselle Bezerra.
No pronunciamento, Ciro afirmou que o episódio gerou diferentes interpretações entre aliados e adversários políticos.
“Uma reação pode ser interpretada de várias maneiras”, declarou.
Segundo ele, parte dos apoiadores enxergou a atitude como reflexo de sua postura firme no combate à criminalidade, enquanto opositores associaram o episódio à impulsividade.
“Vejam só como o mundo maravilhosamente pode abrigar interpretações tão diversas sobre o mesmo fato. Como tudo que acontece comigo, eu retiro do episódio algumas lições. Primeiro, a de tentar contar até três antes de ter uma erração emocional. Segundo, não perder o foco, nem recuar no compromisso de combater a criminalidade que os atuais governantes, frágeis e omissos, deixaram dominar o Ceará. Por último, ter a grandeza, como fiz na hora, de pedir desculpas e a humildade de corrigir”, afirmou Ciro.
A situação aconteceu enquanto o pré-candidato discursava sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, integrar sua chapa como candidato a vice-governador.
Durante os agradecimentos, Ciro interrompeu a fala ao interpretar o gesto de um apoiador como símbolo ligado ao Comando Vermelho e chegou a pedir que o homem fosse detido.
“Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, disse.
O momento rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e passou a dividir opiniões entre apoiadores e críticos do ex-ministro.