Na véspera do confronto entre Brasil e Japão, válido pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que a Seleção Brasileira chega preparada para o desafio. As equipes se enfrentam nesta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, em duelo eliminatório.
Durante entrevista coletiva, o treinador ressaltou que a confiança do elenco é um ponto positivo, mas destacou que partidas de mata-mata exigem concentração, estratégia e equilíbrio emocional diante de adversários qualificados.
“O time está motivado, confiante e preparado para qualquer situação que possa acontecer em um mata-mata. Precisamos jogar com inteligência e manter as ideias claras durante toda a partida”, afirmou.
Questionado sobre a escalação, Ancelotti preferiu manter o suspense e não confirmou se repetirá a equipe utilizada na fase de grupos.
“Se eu revelar o time agora, vocês vão ficar tranquilos. Prefiro pensar na melhor escalação até o último momento”, brincou.
Em tom descontraído, o treinador também comentou a ansiedade dos atletas que aguardam uma vaga entre os titulares.
“O jogador que sabe que vai jogar dorme muito bem. Quem não sabe também dorme. Na verdade, o jogador costuma dormir melhor do que o treinador”, disse.
Outro assunto abordado foi a situação de Neymar. Recuperado de lesão, o camisa 10 está novamente à disposição da comissão técnica, embora seu tempo em campo ainda deva ser administrado.
“Neymar evoluiu muito nos últimos dias. Ele está disponível e pode jogar mais do que 15 minutos. Tudo vai depender da necessidade da partida e da forma como o jogo se desenvolver”, explicou.
Ancelotti também fez elogios ao Japão, lembrando que a seleção asiática venceu o Brasil no amistoso mais recente entre as equipes. Para o treinador, o resultado reforça a necessidade de atenção máxima.
“Foi um jogo importante para entendermos a qualidade do Japão. Eles têm uma equipe muito bem organizada, saem jogando com qualidade e sabem aproveitar os espaços quando superam a pressão. Estamos tratando essa partida como uma final”, afirmou.
Por fim, o comandante da Seleção descartou qualquer sensação de vantagem por estar, teoricamente, em um lado menos complicado da chave do Mundial.
“Não vejo um caminho fácil. Cada partida será muito difícil e não existe um favorito claro para conquistar esta Copa do Mundo. O torneio está muito equilibrado”, concluiu.