Na quarta-feira (4), ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 100 pessoas, com 27 delas encontradas em uma escola, segundo autoridades médicas palestinas.
De acordo com o porta-voz do Ministério da Saúde, Zaher al-Wahidi, os corpos de 14 crianças e cinco mulheres foram recuperados na escola localizada no bairro de Tuffah. Ele também alertou que o número de vítimas pode aumentar à medida que os esforços de resgate continuam.
Além das vítimas na escola, cerca de 70 palestinos ficaram gravemente feridos. Em outro ataque, mais de 30 moradores de Gaza morreram após bombardeios a residências no bairro de Shijaiyah.
O Exército de Israel afirmou que os ataques visaram um “centro de comando e controle do Hamas”. As forças israelenses garantiram que tomaram medidas para minimizar os danos aos civis. Em resposta, o Hamas classificou o ataque à escola como um “massacre hediondo” contra civis inocentes.
Israel tem intensificado suas ações militares na região, visando pressionar o Hamas. Na terça-feira (3), o exército israelense ordenou a evacuação de mais moradores do norte de Gaza para abrigos no lado oeste da cidade, com o alerta de que seriam utilizadas “forças extremas” nos próximos ataques.
A escalada do conflito ocorreu após Israel encerrar o cessar-fogo com o Hamas, no início de outubro. O conflito teve início quando militantes do Hamas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, em sua maioria civis, e sequestrando 251 reféns. Desde então, mais de 50.000 palestinos morreram, conforme números fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza.