Apontado como um dos principais executores ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Adailton Candido da Silva, conhecido como “DA7”, de 33 anos, foi preso nesta terça-feira (14), no Guarujá, litoral de São Paulo. Ele é suspeito de participação no desaparecimento e morte de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos.
De acordo com as investigações, o homem teria colaborado com a tortura e execução da jovem, que teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime”. A vítima seria ligada ao Comando Vermelho (CV), o que pode ter motivado o crime.
A Justiça também determinou a prisão de outro suspeito, Alexandre Barros Neves, de 50 anos, que segue foragido. Até o momento, o corpo da jovem não foi encontrado.
Maria Eduarda havia se mudado recentemente de Curitiba para o litoral paulista, onde vivia com o namorado. Segundo depoimento dele, os dois foram sequestrados por integrantes do PCC logo após o período de Réveillon. Ele afirmou não ter ligação com facções, ao contrário da jovem, que, segundo a polícia, mantinha vínculos com o CV.
As investigações apontam ainda que a vítima fazia publicações nas redes sociais com referências à facção criminosa, incluindo imagens com armas e símbolos associados ao grupo.
O caso já havia resultado em outras prisões anteriormente. Dois suspeitos permanecem detidos, entre eles um integrante do PCC e uma mulher que teria ajudado a eliminar vestígios do crime, recolhendo pertences da vítima para dificultar as apurações.
As diligências seguem em andamento, e os investigados permanecem à disposição da Justiça.